No dia 24 de Fevereiro tivemos mais uma aula de Filosofia.
Para iniciar, estivemos a fazer a leitura e análise de um excerto do diálogo, “O caso paradigmático de Sócrates”, filósofo ateniense e um dos maiores ícones da tradição filosófica ocidental. Este diálogo é realizado na cadeia, devido ao facto de Sócrates estar a ser condenado por constituir um perigo para a sociedade. Contudo, Críton, amigo de Sócrates, na véspera da execução, propõe-lhe um plano seguro de evasão, mas Sócrates rejeita pois não quer desobedecer às leis da pátria. Durante o diálogo há uma discussão e reflexão no que se deve ou não fazer, mas Sócrates mantém sempre a ideia de dever seguir a razão e o que julga estar mais correcto e nunca responder à injustiça cometendo uma injustiça, e com isto podemos comprovar que Sócrates era 100% moral e tinha como um dos seus valores primordias a justiça.
Para finalizar a aula, estivemos a dar introdução à fundamentação da moral, em que tínhamos duas questões: “O valor de uma acção depende do bem ou finalidade que se quer alcançar?” ou “O valor de uma acção é determinado unicamente pela intenção que foi praticada?”, das quais achamos a correcta a segunda, pois o valor verdadeiramente moral é o ser e não o parecer.
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4 de março de 2010
10 de fevereiro de 2010
À descoberta de um novo país - TUNÍSIA
TUNÍSIA! Sim, Tunísia foi o destino que me saiu para realizar um trabalho para a faculdade e vou permanecer lá 5 dias. Por um lado até estou bastante entusiasmada, pois já estive em Hammamet, mas só como visitante turística e agora vou para lá e vou tentar “ser” uma tunisina. Por outro lado, estou um bocado receosa, pois não sei se vou ser capaz de cumprir com todos os costumes. Neste momento estou…stressada! definitivamente, pois a viagem é já amanha pelas 7h e ainda tenho que acabar de fazer as malas, mas não vou levar muita roupa, pois já sei que vou ter que usar outros tipos de vestimenta. 
Finalmente cheguei, está um calor insuportável, mas para esquecer isso deparei-me com o exotismo do mundo árabe. Hoje, não vou investigar nada fora do hotel, vou-me limitar a ambientar-me e fazer uma pesquisa mais aprofundada. Acabei de descobrir que a maior parte da população é muçulmana, e a língua oficial é o árabe, mas também se utilizam línguas berberes e o francês. Agora vou descansar pois a verdadeira viagem começa amanhã, estou entusiasmadíssima!
Hoje é o terceiro dia, não escrevi nos outros dias pois tenho andado muito stressada, e ao mesmo tempo entusiasmada, tem sido alucinante! Descobri que a Constituição da Tunísia concede a liberdade de religião, a menos que perturbe a ordem pública. Contudo, o islamismo restringe o uso do hijab (lenço islâmico) nos gabinetes governamentais e em algumas reuniões. Durante estes três dias, já tive tempo de visitar diversos sítios, tais como zonas mais rurais, e foi aí que fiquei um bocado espantada. Foi impressionante, ver o contraste de uma zona rural, para uma zona mais turística. No local que visitei, vi mulheres cheias de roupa, a tapar tudo que era partes do corpo, a realizar práticas religiosas em tudo que era sítio, tudo por uma questão de sobrevivência. Para além disto também visitei locais em que as mulheres entravam por um lado e os homens por outro, são um povo um pouco racista, e também os tunisinos preservam muito a família, é um dos valores primordiais para eles pois não aceitam que um filho deles se apaixone por uma pessoa de outra nacionalidade, o que eu não acho correcto.
O culto da personalidade e da pátria é mais do que evidente, pois em todos os espaços públicos estão expostas fotografias oficiais do presidente e a bandeira nacional está espalhada por todo o lado.
Para finalizar a minha viagem fui visitar a Medina de Túnis. É um sítio vertiginoso, ruas estreitas em labirinto, onde tudo se regateia e onde há de tudo o que se possa imaginar, principalmente especiarias.
Contudo isto, acho a Tunísia um país com muita diversidade cultural, o que faz com que haja um grande contraste nos diversos locais da Tunísia. No entanto acho que não devia haver assim tanta diversidade, e não haver tanta diferença entre os povos, pois acho que é um pais de extremos, ou se é rico ou se é pobre e a Tunísia como é um país moderno e aberto a novas coisas devia ter em consideração este aspecto. Em suma, esta viagem ajudou-me muito, não só a nível profissional, mas como a nível pessoal, pois aprendi, que não devemos ser descriminados pela nossa cor, raça, sexo, religião ou cultura. Nós somos como somos e ninguém tem o direito de nos descriminar por isso, devemos funcionar como um só para termos um mundo melhor.
Finalmente cheguei, está um calor insuportável, mas para esquecer isso deparei-me com o exotismo do mundo árabe. Hoje, não vou investigar nada fora do hotel, vou-me limitar a ambientar-me e fazer uma pesquisa mais aprofundada. Acabei de descobrir que a maior parte da população é muçulmana, e a língua oficial é o árabe, mas também se utilizam línguas berberes e o francês. Agora vou descansar pois a verdadeira viagem começa amanhã, estou entusiasmadíssima!
Hoje é o terceiro dia, não escrevi nos outros dias pois tenho andado muito stressada, e ao mesmo tempo entusiasmada, tem sido alucinante! Descobri que a Constituição da Tunísia concede a liberdade de religião, a menos que perturbe a ordem pública. Contudo, o islamismo restringe o uso do hijab (lenço islâmico) nos gabinetes governamentais e em algumas reuniões. Durante estes três dias, já tive tempo de visitar diversos sítios, tais como zonas mais rurais, e foi aí que fiquei um bocado espantada. Foi impressionante, ver o contraste de uma zona rural, para uma zona mais turística. No local que visitei, vi mulheres cheias de roupa, a tapar tudo que era partes do corpo, a realizar práticas religiosas em tudo que era sítio, tudo por uma questão de sobrevivência. Para além disto também visitei locais em que as mulheres entravam por um lado e os homens por outro, são um povo um pouco racista, e também os tunisinos preservam muito a família, é um dos valores primordiais para eles pois não aceitam que um filho deles se apaixone por uma pessoa de outra nacionalidade, o que eu não acho correcto.
O culto da personalidade e da pátria é mais do que evidente, pois em todos os espaços públicos estão expostas fotografias oficiais do presidente e a bandeira nacional está espalhada por todo o lado.
Para finalizar a minha viagem fui visitar a Medina de Túnis. É um sítio vertiginoso, ruas estreitas em labirinto, onde tudo se regateia e onde há de tudo o que se possa imaginar, principalmente especiarias.
Contudo isto, acho a Tunísia um país com muita diversidade cultural, o que faz com que haja um grande contraste nos diversos locais da Tunísia. No entanto acho que não devia haver assim tanta diversidade, e não haver tanta diferença entre os povos, pois acho que é um pais de extremos, ou se é rico ou se é pobre e a Tunísia como é um país moderno e aberto a novas coisas devia ter em consideração este aspecto. Em suma, esta viagem ajudou-me muito, não só a nível profissional, mas como a nível pessoal, pois aprendi, que não devemos ser descriminados pela nossa cor, raça, sexo, religião ou cultura. Nós somos como somos e ninguém tem o direito de nos descriminar por isso, devemos funcionar como um só para termos um mundo melhor.
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